Na sessão da Câmara Municipal de Embu-Guaçu, realizada em 11 de setembro de 2025, o vereador Carlos Tatto se posicionou de forma firme em defesa dos trabalhadores que aguardam o pagamento de suas rescisões contratuais. O parlamentar destacou que, segundo a legislação vigente, todo trabalhador que cumpre suas funções deve receber integralmente no ato da rescisão ou em até 10 dias após o desligamento.
Durante sua fala, Tatto relembrou que já havia cobrado com rigor a gestão anterior, do ex-prefeito Sargento Neres, pelos atrasos nos pagamentos, e reforçou que manter a regularidade dessas obrigações é dever de qualquer administração. Ele ressaltou que a troca de cargos em um governo faz parte da política, mas isso não pode justificar a falta de pagamento aos servidores desligados:
“Não dá para trocar de equipe e ficar devendo ao povo. É preciso diálogo e transição correta, sem prejudicar os serviços públicos”, afirmou.
O vereador também criticou setores que, segundo ele, tentam transformar o debate em disputa política. Tatto lembrou que gestões anteriores também promoveram exonerações, mas não efetuaram os pagamentos de forma imediata.
Ele ainda destacou que é fundamental ter transparência sobre os valores já pagos, quais rescisões ainda estão pendentes e em quais períodos os débitos foram gerados, lembrando que parte das dívidas atuais já vinha sendo acumulada antes da posse do prefeito Francisco Neguinho.
Para o parlamentar, a cobrança é legítima, mas não se pode confundir responsabilidades:
“Rescisão é direito do trabalhador, deve ser paga sem atraso. Mas não podemos jogar nas costas da nova gestão uma situação que já vinha de antes. É preciso clareza para que a população saiba exatamente o que aconteceu”, completou.
