Ação conjunta reuniu Prefeitura, Câmara Municipal, Secretaria de Meio Ambiente e forças de segurança. Autoridades afirmam que documentos solicitados não foram apresentados e possíveis irregularidades ambientais serão investigadas.
Uma fiscalização realizada nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, colocou novamente a atuação da Rumo Logística no centro das atenções em Embu-Guaçu. A operação reuniu representantes dos poderes Executivo e Legislativo, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Polícia Civil, Polícia Ambiental e Polícia Municipal.
Após a fiscalização, autoridades municipais e vereadores seguiram para a Delegacia de Polícia Civil, onde o Portal de Notícias Embu-Guaçu acompanhou o caso e ouviu o prefeito Francisco Neguinho e os vereadores David Reis, Lucas da Saúde e Clebinho Jogador.
Segundo os participantes da operação, a equipe encontrou máquinas, caminhões transportando materiais e um veículo destinado ao abastecimento de combustível na área inspecionada. Durante a abordagem, teriam sido solicitadas documentações relacionadas às atividades desenvolvidas no local.
De acordo com o vereador David Reis, os documentos pedidos pela fiscalização não foram apresentados naquele momento. Diante da situação, representantes do município procuraram a Polícia Civil para que os fatos fossem formalmente comunicados e as possíveis irregularidades investigadas.
Área foi interditada
Durante a entrevista, o prefeito Francisco Neguinho afirmou que o local fiscalizado foi interditado e não poderá desenvolver atividades comerciais até nova determinação das autoridades competentes.
“Fechamos o local e não poderá ser realizada nenhuma atividade comercial até segunda ordem”, declarou o prefeito.
É importante destacar que a medida mencionada pelas autoridades estaria restrita à área alcançada pela fiscalização. A transcrição não indica a paralisação de todas as operações ferroviárias da Rumo no município.
Ainda segundo o prefeito, a fiscalização desta quinta-feira poderá resultar em uma nova autuação, independente da ação judicial anteriormente divulgada pelo município, que prevê pedido de multa diária de R$ 20 mil por eventual descumprimento de obrigações.
A aplicação de multas ou a responsabilização da empresa, entretanto, dependerá da análise dos documentos, da elaboração dos autos pelos órgãos competentes e da conclusão das investigações.
Possíveis irregularidades ambientais serão apuradas
David Reis afirmou que a operação busca apurar possíveis irregularidades ambientais relacionadas às atividades desenvolvidas na área. O vereador ressaltou que a presença da Polícia Civil não representa uma conclusão antecipada sobre a existência de crime.
Os elementos reunidos durante a fiscalização deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis. Caso sejam confirmadas infrações administrativas ou ambientais, poderão ser aplicadas as medidas previstas na legislação.
Pontilhões e passarelas estão entre as cobranças
O impasse entre o poder público municipal e a Rumo Logística não começou nesta quinta-feira. Prefeitura e vereadores vêm cobrando providências relacionadas à infraestrutura ferroviária e aos impactos provocados pela passagem dos trens dentro de Embu-Guaçu.
Segundo o prefeito e os parlamentares entrevistados, a empresa teria compromissos envolvendo a construção ou entrega de três pontilhões, além de passarelas e outras medidas para reduzir os conflitos entre a ferrovia e a mobilidade urbana.
O prefeito declarou que reuniões foram realizadas anteriormente, mas que as cobranças não teriam recebido as respostas esperadas. Ele também mencionou uma notificação encaminhada em 2025 que, segundo sua versão, não foi respondida.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres é responsável pela regulação e fiscalização federal das concessões ferroviárias. A própria ANTT disponibiliza informações e documentos sobre a concessão da Rumo Malha Paulista.
Vereadores prometem acompanhar o caso
Lucas da Saúde afirmou que os problemas envolvendo a ferrovia afetam diretamente moradores de diferentes regiões da cidade, especialmente aqueles que enfrentam interrupções no trânsito, dificuldades de acesso e riscos próximos aos trilhos.
Clebinho Jogador também defendeu uma atuação conjunta entre Prefeitura e Câmara Municipal para cobrar o cumprimento das obrigações atribuídas à concessionária.
David Reis declarou que a fiscalização continuará e que novas medidas poderão ser adotadas de acordo com o resultado da apuração administrativa e policial.
Rumo ainda precisa apresentar sua versão
A transcrição da cobertura realizada pelo Portal não contém manifestação de representante da Rumo Logística sobre a fiscalização, a interdição e as alegações apresentadas pelas autoridades municipais.
O espaço permanece aberto para que a empresa esclareça quais atividades estavam sendo executadas no local, apresente as licenças e documentações correspondentes e se manifeste sobre as cobranças envolvendo pontilhões, passarelas e demais intervenções ferroviárias.
O Portal de Notícias Embu-Guaçu continuará acompanhando o andamento da apuração e as próximas providências anunciadas pelos órgãos envolvidos.
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