Toninho do Val-flor afirma que gestão Francisco Neguinho identificou distorções na pasta e cobra retorno de professores à sala de aula
A Educação de Embu-Guaçu voltou ao centro do debate político após o vereador Toninho do Val-flor fazer duras cobranças sobre professores que estariam fora da sala de aula e possíveis pagamentos considerados indevidos ou questionáveis dentro da pasta.
Durante sua fala, o parlamentar afirmou que a gestão do prefeito Francisco Neguinho identificou situações que precisam ser corrigidas na Educação, incluindo servidores afastados, carga suplementar e impactos diretos na folha de pagamento.
A gestão Francisco Neguinho começou a mexer em pontos sensíveis da Educação que, segundo o vereador, estavam pesando no bolso do município e comprometendo o equilíbrio da folha.
Segundo Toninho, uma decisão da Justiça do Trabalho teria determinado o retorno de três professores ligados ao SIPROEM às atividades. O vereador afirmou que esses casos representariam um gasto mensal de aproximadamente R$ 47 mil.
O parlamentar também citou que a folha de pagamento da Educação gira em torno de R$ 3.929.679, enquanto o repasse do Fundeb seria de cerca de R$ 3 milhões, obrigando a Prefeitura a complementar aproximadamente R$ 929 mil por mês com recursos próprios.
Ainda de acordo com Toninho do Val-flor, haveria 47 professores fora da sala de aula, situação que, na avaliação dele, precisa ser revista para aliviar os cofres públicos e contribuir para a regularização da folha salarial.
Diretora do sindicato é citada nominalmente
Na fala, o vereador citou nominalmente Elisângela, diretora do SIPROEM, e questionou uma possível complementação salarial ligada à chamada carga suplementar.
Toninho afirmou que professor afastado para atuação sindical teria direito ao afastamento, mas não ao recebimento da chamada “dobra”. Para o vereador, esse tipo de pagamento estaria onerando os cofres públicos e agravando a situação financeira da Educação.
Somando os casos citados envolvendo professores ligados ao sindicato, um servidor do esporte e a situação atribuída à diretora Elisângela, Toninho afirmou que o impacto chegaria a aproximadamente R$ 73 mil por mês.
Sindicato foi procurado
A diretora do SIPROEM, Elisângela, foi procurada pelo Portal Embu-Guaçu, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.
O espaço segue aberto para manifestação.
Debate deve continuar
O caso abre um novo capítulo na discussão sobre a folha da Educação, o uso dos recursos do Fundeb e as medidas adotadas pela atual gestão para tentar reorganizar as contas públicas do município.
A cobrança feita por Toninho do Val-flor deve gerar novos debates entre Câmara Municipal, Prefeitura, sindicato e servidores da rede municipal de ensino.
